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sábado, 1 de janeiro de 2011

Coisa patética


A posse da primeira mulher presidente do Brasil está sendo um espetáculo patético. Em vez de aclamá-la, o público clama por olêêêêêêê, olêêêêêêê, olêêêêêêê, olêêêêêêê, Lulaaaaaaaaaaaa, Lulaaaaaaaaaaa.............. Que posse é essa que não se grita: Dilmaaaaaaaaaaaaaaaa, Dilmaaaaaaaaaaaaaaa... O que se vê é uma relutância do ex-atual-presidente em passar a faixa, uma hesitação da nova "presidenta" em recebê-la e uma promessa de volta daquele que "se achou" no poder. Onde pode soltar sua imaginação linguística e folclórica. Bem, talvez ele nos reencontre em 2014, já que caberá a ela as decisões duras e necessárias. Então a imagem de Lula resplandecerá como o messias esperado por todos os brasileiros, como os portugueses esperam pela volta de S. Sebastião.

Gostaria de relembrar a diferença de esperanças entre uma posse anterior de presidente - a de Collor -, em relação a esta. As esperanças dos brasileiros foram muito maiores e o quanto foram decepcionadas. Espero sinceramente, que a falta de glamour desta posse (quase como um tapa buraco) seja compensada com uma boa administração e com menos casos de corrupções abafados e uma maior transparância "real", não só de aparências. Lula foi o mestre ilusionista com a aprovação de muitos e que tem uma excelente probabilidade de voltar.

Eu sinceramente espero que o Brasil desista do personalismo e do messianismo (encarnados respectivamente por Lula e Collor). Espero que as pessoas elejam alguém que REALMENTE acreditam ser um bom gestor, que acredite realmente que a educação e qualificação profissional pode ser muito mais vantajosa que um "salvador da pátria".

No entanto, sempre torço para estar enganada, para a felicidade de todos nós. Boa sorte à presidente(a), que ela faça um bom governo. Não por ela, mas por nós.
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