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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Memórias frutíferas

Se tem uma coisa que morro de saudade da minha infância, e que as crianças de hoje não têm mais quase o privilégio, é de ter vivido em um lugar que tinha muito lugar para correr, esconder-se e brincar todo tipo de brincadeira ao ar livre.

As bananeiras ainda existem, mas estão bem fraquinhas.

Fui criada em um bairro, que ainda estava em formação e havia muitos terrenos ainda sem muro, cercas e uma casa aqui outra acolá. Mas o que dava gosto mesmo eram as fruteiras. João Pessoa sempre foi uma cidade de muitas fruteiras. O desenvolvimento urbano só fez acabar com elas e, mesmo assim, em algumas ruas elas ainda servem de arborização.

No lugar de algumas fruteiras, temos um pé de pau brasil
que nessa época do ano fica florido e cheiroso.

Na casa onde eu morava, onde até hoje mora minha mãe, tínhamos todos os tipos de fruteiras: goiabeira, mangueira, pés de pinha, bananeiras, abacateiro, pitangueira, cajueiro, limoeiro, pé de sapoti, coqueiros, limoeiros e chegamos a ter até uma laranjeira - que em toda sua vida só deu uma laranja rsrsrs.

Ao longo dos anos as frutas mudaram, porque os pés ficavam velhos e tinham que ser arrancados, mas até hoje ainda podemos desfrutar - êta palavrinha apropriada rsrsrs - do que o nosso quintal nos fornece.

No lugar da goiabeira, temo araçá, que é da mesma família
só que bem pequena, dá em cachos e é meio azedinha.

Estamos também em plena safra de seriguela. Hmmm é muito bom comer à sombra do pé.



A pinha, ata ou fruta-do-conde era tanta que até
hoje eu não faço mais questão de comer, pois enjoei.



E finalmente, o pé de sapoti, que dá grande parte da sombra do nosso quintal hoje.

São essas e outras coisas que me fazem falta quando estou distante de casa. A tranquilidade, o espaço para meus cachorros vagarem livremente sem ter que vigiá-los todo o tempo.
E acho que Baby é meio budista, ela leva uma vida contemplativa rsrsrs.

Houve um tempo também que a família armava as redes debaixo da mangueira. Meu pai ouvia rádio de ondas curtas. Ainda me lembro da Deutche Welle, Rádio Voz da América e ainda Rádio Tirana, da Albânia, que transmitiam, todas em português, e ficávamos sabendo coisas de terras distantes. Bem, hoje tem a internet, mas tudo na memória tem um gostinho diferente...

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